Filosofia na Alcova…

É a primeira vez que eu posto um conto erótico no boteco, e eu precisava começar com algo supremo e sublime, entonces, decidi colocar um pedacinho do Filosofia na Alcova do Marques de Sade…

Divirtam-se crianças…

“… DOLMANCÉ – Que lindo corpo! É a própria Vênus, embelezada pelas Graças!

EUGÊNIA – Querida, quantos atrativos! Quisera percorrê-los todos, um a um, cobrindo-os de beijos. (Se bem o diz, melhor o faz).

DOLMANCÉ – Você mostra excelentes disposições… Contenha-se um pouco, porém, só quero, por enquanto, que me preste toda a sua atenção.

EUGÊNIA – Estou ouvindo tudo quanto diz, mas minha amiga é tão bela, tão fresca, tão gorduchinha… Não a acha linda, senhor Dolmancé?

DOLMANCÉ – Claro que acho perfeitamente bela, mas tenho a certeza de que você em nada lhe cede à palma. Quero que me ouça com atenção, como jovem aluna; se não for dócil e atenta usarei amplamente dos direitos que confere o título de professor.

MADAME – Ela é sua, entrego-lha, ralhe muito com ela se não tiver juízo…

DOLMANCÉ – É que não ficarei somente nos ralhos… Irei mais longe.

EUGÊNIA – Meu Deus, estou ficando apavorada. Que faria então de mim?

DOLMANCÉ, balbuciando e beijando a boca de Eugênia – Ai, esse lindo cu vai ser responsável por todas as loucuras que eu cometer. (Agarra o traseiro de ambas).

MADAME – Aprovo o projeto mas não o gesto. Comecemos logo, o tempo voa e Eugênia tem que partir. Não o percamos em preliminares, ou não a educaremos…

DOLMANCÉ, tocando, em madame, todas as partes nas quais vai falando – Começo. Aqui estes globos de carne que se chamam peitos, seios ou mamas, são indispensáveis ao prazer; o amante deve contemplá-los, manuseá-los, acariciá-los. Há homens que fazem deles a sede do gozo, introduzem o membro entre essas duas colinas de Vênus; com alguns movimentos apenas conseguem derramar sobre eles o bálsamo delicioso que, ao fluir da fonte, faz a delícia de todos os libertinos. Não acha, madame, que antes de tudo devemos mostrar à menina como é feito esse membro sobre o qual somos obrigados a falar continuamente?

MADAME – Tem toda a razão.

DOLMANCÉ – Pois bem, senhora. Vou deitar-me sobre o canapé; ambas se colocarão junto a mim; a senhora tomará do meu membro e explicará à nossa jovem aluna todas as suas propriedades. (Dolmancé deita-se enquanto Madame começa a explicação)

MADAME – Você está contemplando aqui o centro de Vênus, o primeiro agente dos prazeres amorosos, o membro por excelência., que se pode introduzir em todos os lugares do corpo humano. Sempre dócil às paixões do seu possuidor, ás vezes se aninha entre as pernas, na boceta (toca a de Eugênia) seu trilho preferido, o mais percorrido e usado; às vezes, porém, prefere um caminho mais misterioso e penetra por aqui (afasta as nádegas mostrando o orifício do cu). Mais tarde lhe explicarei melhor esse gozo, dos mais íntimos e deliciosos. A boca, os seios, as axilas também são altares onde ele queima incenso, enfim, por onde quer que penetre, seja qual for o local preferido, ele se agita até lançar o licor da vida, esbranquiçado e viscoso, cujo fluir mergulha o macho no mais vivo delírio, no mais doce prazer que possa esperar da vida.

EUGÊNIA – Deixe-me, por favor, pegar nesse lindo membro e acariciá-lo.

DOLMANCÉ – Ceda-lhe a vez, senhora, essa ingenuidade pruduz-me louca tensão…”

Bueno,crianças…divirtam-se no final de semana e usem camisinha!

Ah, si… e pra quem ficou interessado e quer saber como chegamos aqui e como termina dá uma olhada no livro on-line ou compra…

Ficadica!

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